De acordo com a ONU, em 2025, a população do mundo será de 8,3 bilhões de habitantes.

Quase 85% desse crescimento ocorrerão nos países da Ásia, África e América Latina, onde a renda per capita está aumentando 3,5 vezes mais rapidamente do que em países desenvolvidos. Consequentemente, o consumo de alimentos nesses países emergentes certamente apresentará grande aumento.

O Brasil e os demais países membros do Mercosul deparam uma oportunidade única:
há uma crescente demanda global por produtos de origem agrícola (alimentos, fibras e energia) em todos os setores, e esta região tem possibilidade de atender essa necessidade.

Até agora, essa demanda de alimentos nos países emergentes fez com que as exportações de produtos agrícolas no Brasil apresentassem aumento anual de 21% nos últimos anos, ao passo que as exportações dos países desenvolvidos aumentaram apenas metade dessa porcentagem. Este é o motivo por trás do aumento dos preços agrícolas.

O exemplo do que acontece em vários outros setores, o Brasil será a locomotiva do crescimento agrícola da região.
Nos últimos 20 anos, a área do país cultivada com grãos apresentou crescimento de 24%, ao passo que a produção teve crescimento de 147%. Isso significa aumento de produtividade de quase 100%. No mesmo período, dobrou a produção de frangos, a produção de porcos cresceu 130% e a produção de carne bovina aumentou mais de 80%.

Contudo, o Brasil e seus parceiros do Mercosul também têm potencial para produção de energia. Hoje, no Brasil todas as culturas ocupam mais de 70 milhões de hectares e os pastos ocupam 180 milhões de hectares, e o Brasil poderá dobrar ou mais que dobrar sua área agrícola, tirando proveito de pastos degradados e aumentando sua atividade média em mais de 30%. Pode triplicar as áreas plantadas para geração de bicombustível, sem ter de concorrer com a produção de alimentos.