Os agricultores sul-americanos aravam a terra para plantar sementes e eliminar ervas daninhas. Contudo, essa prática acarretava problemas como erosão e compactação do solo, o que fez muitos agricultores locais adotassem um ciclo de sete anos rotação de culturas, no qual durante longos quatro anos não havia safras.

A agricultura de semeadura direta é um sistema de plantio, cultivo e colheita sem aração do solo. Embora inicialmente complexa, a semeadura direta oferecia vantagens óbvias.

A principal contribuição desta técnica é a possibilidade de desenvolvimento de culturas duplas secundárias trigo-soja, o que insinua a semeadura das sementes oleaginosas imediatamente depois da colheita do cereal. Ademais, acarreta menor impacto sobre o meio ambiente, pois ajuda a diminuir os efeitos da erosão pela água e vento que degradam o solo.

Nos primeiro estágios desenvolvimento do Grupo Los Grobo, a semeadura direta era simplesmente uma ideia na cabeça de um grupo de técnicos que planejavam substituir o paradigma de produção baseado no solo e lavragem mecânica de alqueive.

No final de 1980, começamos a experimentar com a semeadura direta usando uma semeadeira mecânica. Começamos com soja de segunda safra, a seguir trigo sobre a soja e terminamos com milho, o grão mais difícil para implementar semeadura direta; ainda para a safra 1991/92, em 100% da área que semeamos foi usada a semeadura direta.

Em uma região na qual os principais problemas dos produtores eram a perda de solo por erosão causada pela água e vento, o Grupo Los Grobo conseguiu aumentar a produção de forma sustentável sem arar o solo, uma revolução na época.

Esses avanços tornaram a semeadura direta mais prática, produtiva e lucrativa e conduziram à ,“terceira revolução dos pampas”, durante a qual a produção agrícola da Argentina triplicou em 10 anos.

Estima-se que atualmente em mais de 70% de agricultura da Argentina é empregado o sistema de semeadura direta.